Texto base: Êxodo 12:13 — “E o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós…”
Sermão completo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=UFiqxJ-FdLI
Desde o Éden, a presença de Deus sempre teve um preço — e esse preço foi o sangue. Quando o homem pecou, houve separação entre o Criador e a criatura. Mas em cada página da Escritura, vemos o sangue abrindo caminho de volta à comunhão.
No Egito, o sangue do cordeiro nos umbrais foi o sinal do livramento. O anjo destruidor passou por cima das casas marcadas, não por causa de um poder mágico, mas por causa da obediência à Palavra. Assim é hoje: não somos salvos por tradição, mas por estarmos debaixo do sangue de Cristo. Sem sangue — morte; com sangue — vida e presença.
Depois, em Êxodo 24, Moisés lançou o sangue sobre o povo e declarou: “Eis o sangue da aliança que o Senhor fez convosco.” A comunhão com Deus nunca foi fruto de rituais ou aparências, mas de uma aliança firmada na cruz. O sangue de Jesus é a marca dessa nova relação.
Em Levítico 16, o sumo sacerdote só podia entrar no Santo dos Santos com o sangue em mãos, apresentando-o diante do altar como sinal de expiação. Era o símbolo da presença e da glória divina. Hoje, nós somos o templo do Espírito Santo — o verdadeiro portal da presença. O sangue de Cristo não apenas nos salva, mas nos conduz à intimidade e à santidade.
Que cada um de nós aprenda a valorizar esse preço. A presença de Deus não é barata; custou o sangue do Cordeiro. Vivamos, portanto, como quem entende o peso e a glória de estar coberto pelo sangue.
Sem sangue, não há presença. Com sangue, há vida, comunhão.
Pregado pelo Irmão Luciano Ferreira da Silva.
Em data de 12.10.2025

