Desde o Éden até hoje, o pecado tem sido o grande inimigo da alma. Ele não apenas nos afasta de Deus, mas também nos abate em todas as áreas da vida. O apóstolo Paulo, em Romanos 7:15, reconhece essa luta interna: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto”. Essa é a experiência de todo ser humano — a realidade de que somos escravos do que odiamos.
O pecado não é inofensivo, nem um simples deslize. Ele é enganoso e sedutor. Muitas vezes, como numa feira de ilusões, nos oferece prazeres temporários em troca daquilo que temos de mais precioso: nossa alma. E, como bem disse o puritano Thomas Watson, o pecado é como um comércio que sempre leva o homem à falência. Basta lembrar de Acã, Judas ou do rei Acaz: todos trocaram o eterno pelo efêmero, e colheram ruína.
O salmista denuncia os pecados de Israel: o esquecimento das obras de Deus, a cobiça, a idolatria, a murmuração. Assim também nós, muitas vezes, preferimos nossas paixões ao invés da Palavra. Mas o pecado não apenas nos separa de Deus, ele também nos humilha: corrói a mente, abate o corpo, destrói relações, rouba a alegria e, sem arrependimento, conduz ao desespero e ao inferno eterno.
Mas há esperança em Cristo! Ele venceu o pecado na cruz e abriu para nós o caminho da vida eterna. Enquanto o pecado promete prazer, mas entrega morte, Jesus oferece perdão, restauração e verdadeira alegria.
Que esse alerta nos leve a odiar o pecado e a buscar diariamente o Salvador. Não sejamos como aqueles que se esquecem das misericórdias de Deus, mas que se rendem a Cristo, único capaz de nos libertar.
Fuja do pecado. Corra para o Senhor Jesus Cristo. Só n’Ele há vida e esperança!
Pregação 17/08/2025
Rev. Paulo Júnior Salgado de Moraes
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Sermão Completo: https://www.youtube.com/watch?v=oHoBGhKwuDU&t=3802s&ab_channel=PrimeiraIgrejaBatistaReformadaemJata%C3%AD
