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DE VOLTA AO PRIMEIRO AMOR

Tenho refletido profundamente sobre o crescimento da igreja e os perigos do sectarismo. Muitas vezes, por pertencermos a tradições distintas — Presbiterianos, Batistas, Assembleianos, Metodistas, Luteranos ou Pentecostais, Históricos, Reformados — começamos a menosprezar aquilo que poderíamos aprender uns com os outros. E quase sempre, essa postura acaba por se refletir diretamente em nossa prática de evangelismo e no impulso evangelístico da igreja.

Essa reflexão me levou ao livro de Apocalipse, capítulo 2, à carta dirigida ao anjo da Igreja em Éfeso.

E me conduziu ao tema do primeiro amor. Aquele amor sincero e fervoroso que o recém-convertido experimenta ao compreender as maravilhas do evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo.

Pensando nesse primeiro amor, fui levado novamente à Igreja em Éfeso. Vejamos:

“Estas são as palavras daquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro.
2 Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores.
3 Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.”

Quem de nós não desejaria uma igreja assim? Consideremos suas qualidades:

Uma igreja fiel às Escrituras;

Trabalhadora, incansável no serviço;

Perseverante;

Zelo doutrinário, firme contra os falsos mestres.

Sim, aos nossos olhos, uma igreja exemplar. Contudo, havia uma pessoa que estava desgostosa com essa igreja.

Jesus Cristo, o Senhor.

Veja o que Ele diz:

“Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.
5 Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio.”

Por isso, meu irmão, jamais devemos perder de vista o primeiro amor. Devemos aprender e reter o que é bom com os irmãos — sejam pentecostais, reformados, históricos — sem, contudo, abrir mão da sã doutrina.

É preciso cultivar uma prática correta (ortopraxia), uma teologia bíblica (ortodoxia) e um coração moldado por afetos santos, sentimento correto (ortopatia).

Que possamos deixar o orgulho de lado, reconhecer nossas fragilidades, nos humilhar debaixo da potente mão de Deus, arrepender-nos sinceramente — e voltar ao primeiro amor.


Rev. Paulo Júnior Salgado de Moraes

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